segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Segundo lar dos alunos, primeiro lar dos animais

 

                                                               (Texto e foto de Isadora Vieira)


A UFG e seus campi são considerados pelos alunos como “segunda casa”. Além de termos que ir às aulas de segunda a sexta, em algumas ocasiões passamos o dia todo na faculdade, no meu caso, no campus samambaia.

Ao longo dos anos pude observar que, apesar do campus samambaia ser o segundo lar de milhares de alunos, ele é o primeiro lar de centenas de animais. Além de ser o lar de macaquinhos perspicazes que, de acordo com a lenda, são os alunos que não formaram e das vacas e cavalos da Escola de Veterinária, a UFG é o lar de dezenas de cachorros que dormem nos Puffs da Faculdade de Letras assim como os alunos e, ainda por cima, frequentam algumas aulas de vez em quando.

Toda comunidade da UFG tem um carinho especial pelos cachorros que recebem ração de voluntários e cuidados e atenção de funcionários e alunos.

Eu não sei vocês, mas quando os cachorros começam a brigar com os macacos eu sempre torço pro time vira-lata. E você, é #timemacaco ou #timeviralata?


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Os olhos se veem: sorri amor em lágrima!

 



(Fonte: Acervo pessoal de Daniela Nunes, 2019) 

Esta imagem, retirada por mim no ano de 2019, dá-nos uma ampla visão do que é a UFG: poesia aos olhos. O que de singular haveria numa singela foto como essa? Simples: encontro de almas e olhos que se veem. Nesse espaço, em 2018, no dia 13 de Março, ao correr do meio-dia, eu e meu velho pai entendemos que, de fato, a sua filha, a modesta menina do interior da Bahia, ingressara numa Universidade Pública e começava, ali, a desbravar o mundo. Não nos dissemos nada. Bastou que nossos olhos se vissem e nossas almas se abraçassem: sorri amor em lágrima!

Para além do teórico

Arquivo pessoal. 15/03/2017.

Quando penso na UFG, me vem à cabeça o pátio da Letras. Para mim, a experiência da faculdade vai além do livro e da letra impressa, mas inclui conhecer diferentes pessoas, histórias, olhares, abraços e vidas. O pátio da Letras nos proporciona esse encontro mútuo de diversidade que é demasiadamente agregador e parte intrínseca da minha graduação.

Arquivo pessoal. 02/05/2017.

Essa foto foi tirada no ponto 3355, em frente à Letras, no qual pegava meu ônibus todos os dias de volta para casa. Esse lugar também é um referencial na minha memória fotográfica da UFG. Como estudava no período vespertino, havia sempre um céu bonito me esperando no fim do dia, como uma recompensa. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O início de um sonho... Spoiler: deu tudo certo!

 

Foto: Arquivo Pessoal. Janeiro de 2020.

Foto: Arquivo Pessoal. Janeiro de 2020.

Foto: Arquivo Pessoal. Janeiro de 2020.

As três fotos que eu trouxe para serem postadas no blog são do mesmo dia, mas com diferença de alguns minutos e de sentimentos entre elas. A primeira foto foi tirada enquanto eu assinava a documentação da matrícula, estava tão nervosa que as minhas mãos e pernas tremiam; na segunda, já estava matriculada e com um sorriso que não cabia no rosto, sem tirar a paisagem ao fundo verde + azul, que ajudaram a compor a felicidade da foto; e na terceira, tirada na escada mais linda da UFG, foi o retrato do momento em que caiu a ficha de tudo, de que sim, eu iria mudar de faculdade e de estado e de que não, eu não fazia ideia do que aconteceria no futuro, mas confiava. Sou de Brasília e já cursava Letras no IFB há dois anos, e apesar de já estar inserida no meio acadêmico durante um tempo, me senti caloura de novo. Foi o início de um sonho, mas confiei de que não daria errado (assim como no meme rs). Infelizmente, um tempo depois da minha matrícula, veio a notícia de que o mundo enfrentava uma pandemia. Por isso, não pude aproveitar mais que uma semana de aula presencial, o que me causou grande tristeza por um bom tempo, porém sempre tentei me lembrar de que estar onde eu estava já era um grande passo. Ao pensar nisso, me vinha imagens na cabeça dos dias em que estive na UFG e do quão feliz eu estava, mesmo não fazendo ideia do que o futuro me/nos reservava. E por isso, sempre mantive o coração quente e esperançoso por dias melhores, por dias em que eu realmente iria sentir a universidade. No mais, mantenho viva a memória do verde, das paredes da FL cheias de escritos, da diversidade de culturas, dos macaquinhos e até mesmo da comida do RU, para assim, manter em mim a esperança de um dia poder estudar na biblioteca setorial da Letras, de poder rir pelos corredores com futuras amizades e o mais importante, poder de fato presenciar o curso e tudo o que ele puder me oferecer para ser uma excelente professora e profissional no futuro.

Obs.: Já comi em outros RU’s do Brasil, mas o da UFG está entre os melhores. Fonte: eu mesma.

Obs.²: Estou aceitando amizades.





 




Espaço da fila do R.U. (Foto por: Wesley Menezes @speechwes)

Escolhi essa foto porque é uma mistura de sentimentos: representa o fim das aulas, a hora do almoço, o  cheiro gostoso de comida, a expectativa pelo creme de abóbora com bacon, a linda natureza que faz parte de todo o campus e a frustração com o tamanho da fila. Todos os dias a fila é enorme e todos os dias ficamos surpresos com o tamanho dela. Também é um lugar muito animado pelas atléticas que divulgam suas festas (saudades aglomeração) e onde sempre vemos os macacos agitados esperando alguma brecha de um desavisado sentado à mesa de concreto.  

A natureza na UFG 🌿🌱

 

Imagem: David Robson (FM-UFG)

Como não dizer que a presença da natureza é a característica mais marcante, se todo estudante já fugiu com seu lanche de um macaco? A natureza está na maior parte da UFG: ao redor dos prédios, perto das paradas de ônibus, das lanchonetes, da biblioteca central...Ela é quem torna agradáveis e mais amenos os dias de calor e quem intensifica o vento e o frio sem deixar o tempo feio. Ela que nos surpreende, que nos dá mais tranquilidade, que inspira os artistas e que decora todos os espaços! 


terça-feira, 17 de novembro de 2020

Corredores á Letras.

 

Encontrei essa foto perdida em minha pasta de arquivos e achei importante trazê-la aqui, pois essa foto traz consigo um dos corredores de acesso a FL, descendo do 302, 914 ou 263, esse é o corredor que leva a faculdade de letras, é o corredor que entramos e saímos da faculdade, passamos por ele todos os dias, de diferentes formas, com diferentes roupas e de diferentes jeitos. A foto em questão foi tirada no primeiro dia de aula em 2019, ano que entrei na ufg, e ela representa o primeiro contato visual que tenho com a faculdade todos os dias, e terei pelos próximos anos. 

Memória com cheiro de livro



Biblioteca Central Prof. Alpheu da Veiga Jardim (BC) Campus Samambaia - UFG. FONTE: Arquivo Pessoal.

    Minha maior saudade da UFG é esse local. Antes mesmo de ser caloura, ainda no ensino médio, já encontrava refúgio em meio à essas prateleiras. 
    A biblioteca central tem um lugar especial no meu coração, da mesma forma que sempre posso encontrar um lugarzinho nela pra mim. 
    Quantas partes da UFG ocupam um pedacinho de você?

Detalhes

O sonho de um curso superior é compartilhado por muitos, principalmente quando o desejo é concluí-lo em uma universidade de porte federal. A festa da conquista é de longe um dos maiores prazeres que presenciamos ao decorrer de nossa história. Visitar o campus pela primeira vez é conhecer nosso novo lar, ficamos extasiados com tudo o que descobrimos. Com o tempo, a alegria e orgulho de integrar a instituição se dissolve em meio as obrigações, a rotina, a pressa, de tal modo que os detalhes que nos são dados todos os dias passam despercebidos. Detalhes estes, nos enchem os olhos se bem observados. Cada cor, forma, e textura tem sua beleza e cada detalhe pinta um quadro diferente. Muitas vezes, passamos, olhamos, mas não enxergamos. Aproveite a beleza que te é exibida todos os dias, a riqueza da vida é dada sem preço algum.




UFG- Campus Samambaia. 2020
Mariana Moreira Santos

"A natureza não faz nada em vão"

 


A natureza na UFG


Já tem tempo que a natureza não é contemplada pelas pessoas, estamos sempre com os dias corridos e cheios de afazeres. Além disso, com o passar dos anos vemos o aumento do desmatamento, da poluição e do calor excessivo. O que mais admiro na UFG é a forte presença de árvores, flores e animais, não há nada melhor para mim do que sentir o cheirinho de ar puro e olhar pelas janelas das salas e ver que lá fora tem uma vasta natureza que rodeia todos os prédios, somente lá você vai ter a oportunidade de estar numa aula de Literatura Portuguesa e conseguir ver um tucano pela janela ou um macaco roubando comida. Desde criança eu conheço a UFG, pois minha mãe me levou lá muitas vezes, sempre achei que fosse um lugar mágico, nunca havia visto tantas árvores juntas e um local tão grande e cheio de pessoas, sem contar que a presença dos macacos sempre foi um fator bem interessante e engraçado. A vegetação da UFG consegue abraçar a todos os alunos, docentes, trabalhadores e pessoas da comunidade externa e é um ambiente que traz paz e calma para aqueles que sabem contemplá-la. Me sinto aconchegada por tanta diversidade que a faculdade consegue me oferecer e sempre me lembrarei desse ambiente. E você? O que acha da natureza da UFG?

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Essa é uma foto que tirei em um dia rotineiro no campus da UFG. Não é novidade para ninguém as belezas que a universidade nos proporciona ; os ipês, os animais, as árvores, e como visto na foto : o pôr do sol. Sou uma admiradora da natureza, a lua me encanta, o céu me conforta , e o sol me representa. Me representa por achar que devemos ser luz na vida das pessoas. Então meu recado através dessa foto é : Brilhe como as estrelas, ilumine como o sol!!
Após esse breve comentário, surge meu questionamento : Algum fenômeno da natureza te inspira a ser alguém melhor?

 

As águas do pôr do sol

O antagonismo entre a transparência das águas e a agitação universitária
Fonte: Wikimedia Commons

A grandiosidade do mundo universitário sempre foi surpreendente, como se espaços secretos e especiais tivessem que ser descobertos e explorados. Nos quatro anos desta jornada, muitos foram os desafios apresentados, para além das quatro paredes das mais de cem salas de aula da Faculdade de Letras, buscando ampliar todas as formas sublimes que a universidade pode proporcionar. É o caso deste espaço da Faculdade de Educação Física e Dança, onde pratiquei natação por vários meses sob o céu alaranjado que marcava o fim da tarde. Após horas de cansaço e exaustão, o momento em que estava entre as águas calmas e transparentes recarregava todas as forças para as aventuras dos dias seguintes. E toda essa mistura de sentimentos torna a Universidade Federal de Goiás ainda mais inesquecível em minha história, um universo no qual aprendi lições valiosas, tanto para a carreira docente e de pesquisador, como para uma vida intensa de múltiplas experiências.

UFG: cultura e natureza a um só tempo

 

UFG Campus Samambaia Ipê Amarelo
Ipê Amarelo no Campus Samambaia (Fonte: ASCOM/UFG)*


Escolhi uma foto de Ipê Amarelo para representar a UFG porque tenho uma conexão profunda com essa árvore. Pra mim, é um símbolo magnânimo de nosso maior patrimônio - o Cerrado. Estudar na UFG é isso: saborear seus diversos saberes à sombra doce de um Ipê. Orgulho maior é fazer parte deste universo incrível, onde cultura e natureza coabitam.


* Imagem utilizada para fins educacionais e conforme os princípios de fair use. Em caso de violação, notifique-nos para retirada imediata.



Sobre a Sensação de Acolhimento do Samambaia

Foto da área exterior da EMAC, Escola de Música e Artes Cênicas - UFG
FONTE: Maria Luíza Fernandes de Oliveira, 10 de Abril de 2019. Arquivo Pessoal.

O Campus Samambaia sempre me transmitiu uma sensação de acolhimento, imagino eu que gerada pelas inúmeras paisagens tão lindas que ele possui. A foto anexada é do campo aberto entre o Centro de Convivência e a Escola de Música e Artes Cênicas, sendo tirada em um início de tarde nos meus primeiros meses de caloura na faculdade, uma época onde as preocupações e as tormentas eram outras e, também, eram significativamente menores do que agora. Ela me remete a nostalgia e a sensação de iniciar algo importante na sua vida, pois não só estava dando os meus primeiros passos em direção ao meu sonho, como também estava construindo novas amizades, as quais, futuramente, iriam ocupar um espaço importante na minha rede de apoio. A imagem me remete também aos momentos que temos para descansar e relaxar, deixando as preocupações de lado por um momento e a ideia de aprender a conviver em ambientes desconhecidos. Agora, a questão que quero saber: qual lugar no campus te desperta a sensação de acolhimento que descrevi nessa foto?


 

Árvore e Flor

 

Árvore florida na UFG.

Enquanto pensava em uma foto que poderia utilizar nesta postagem, essa foi a que me veio à mente. Lembro bem do dia em que fotografei esta árvore. Ela estava belíssima! Repleta de flores. E muitas dessas flores já forravam o chão como que formando um tapete. Se tem algo que me agrada muito na UFG é o fato dela estar rodeada de natureza, de árvores, de flores e pássaros. E toda essa natureza à nossa volta traz inspiração e alívio em meio aos estudos diários. E depois de ter escolhido a foto e percebido que ela foi tirada em 2017, ano em que retornei à UFG para iniciar um novo curso e uma nova fase, recordei-me de "Árvore e Folha", um dos livros de Tolkien, um dos meus escritores favoritos. Tolkien foi um dos incentivos para que eu decidisse cursar Letras. Por isso essa pequena homenagem no título, mas com uma pequena troca de folha por flor. 

domingo, 15 de novembro de 2020

Conhecimento, cultura, idiomas, pesquisa? Tudo isso a UFG nos proporciona!


 
Foto da entrada do prédio Bernardo Elis, Faculdade de Letras - UFG 
FONTE:  Letícia Maria, 30 de outubro de 2019. Arquivo pessoal.

Particularmente, gosto muito dessa foto pois ela representa um pouco do vasto campo de oportunidades que a UFG nos oferta, mesmo nem sendo aluno, pois a Universidade Pública existe em prol da sociedade. Muitos não sabem, mas a UFG é uma mistura de culturas, de idiomas, de visões e vertentes diferentes, e é isso que me fascina tanto, como ali é uma casa para todos. Todas as áreas dos inúmeros cursos tem suas contribuições, suas preocupações em favorecer a propagação do conhecimento, que deveria ser direito de todos os cidadãos e que nem sempre, por diversos fatores se torna algo real e efetivo. 
Agora aprofundando mais na foto, esse foi um dia muito bacana na Faculdade de Letras, em que o Centro de Línguas, como projeto de extensão da faculdade, proporcionou uma surpresinha para os estudantes. Em suma, foi um espaço de promulgação e exposição da cultura mexicana, pois enquanto aqui aqui no Brasil, essa data é um data fúnebre e de muita tristeza, no México isso é totalmente ao contrário, e isso foi demonstrado com uma das principais marcas dessa festa no país, uma mesa com as ofertas e oferendas, com cores vivas, com clima de festa e alegria, tudo isso para aqueles que já morreram. 
Por fim, mas ressaltando novamente, isso me encanta na UFG, lá é uma casa de todos, para todos! Ao entrar, frequentar essa universidade tive experiências únicas, como conhecer irmãos de outros países, venezuelanos, haitianos, argentinos, franceses, conhecer línguas tão belas e importantes como o espanhol, o francês, o italiano, ter contato, mesmo que pouco com cultura indígena, com a cultura surda, entre tantos outros momentos que vivi nessa minha segunda casa. Amo a diversidade da UFG, tenho muito orgulho de fazer parte dessa Universidade!


O melhor lugar do Campus

 

Foto no pátio da Faculdade de Letras 
Fonte: Nathália de Oliveira, 23 de outubro de 2019. Arquivo Pessoal.

    Sinto que essa foto representa bem a Faculdade de Letras, pessoas reunidas, animais pelo pátio, comidinhas e protestos. Além de ter um espaço super acolhedor para todos os cursos ali por perto, o pátio também recebe vários animais, além dos macacos famosos do Campus Samambaia, na FL também temos diversos cachorrinhos, alguns bem famosos e conhecidos por todos, vocês já devem ter ouvido falar do Dentinho, né?! O pátio reúne toda a faculdade, é ponto de encontro entre os amigos e devido ao seu tamanho cabe todo mundo. A Tia Verinha é uma senhora super carismática e amiga de todos, ela vende deliciosos lanches  como tapioca, bolos de pote, fatias de torta e entre outros... todos os dias, até mesmo aos sábados, agradando o paladar de todo mundo que passa por ali. Outra coisa que me encanta no pátio da FL: as manifestações artísticas dos estudantes pela faculdade, a parede colorida, os grafites e até as pichações como forma de protesto! Isso me lembra de ser grata por termos essa liberdade de expressão. Quando olho essa foto, sinto saudades de reunir os amigos, fazer carinho nos cachorros, sentir o cheiro do café da Tia Vera e dar boas risadas com os meninos da Xerox do Marcelo. É uma foto que traz felicidade e saudade só de olhar. Esse é o melhor lugar do Campus. 

O conhecimento é um direito!


                                Fonte da imagem: Instagram Faculdade de Letras UFG

 A UFG representa pra mim a resistência do conhecimento público como direito. Antes de ter a oportunidade de entrar no curso de Letras-Português na UFG eu já acreditava que o ensino público e de qualidade é fundamental, mas após viver de fato essa experiência só reforçou a importância disso. É preciso não só defender o ensino público como, também, ampliar mais o acesso à ele. E, especificamente, sobre o ensino superior, evidenciar a relevância de uma universidade pública para a cidade. É uma luta! Principalmente, no contexto de tantos ataques e ameaças de privatização. 

Universidade: viagem no universo

    

Mini-ônibus da UFG estacionado próximo ao prédio da Faculdade de Letras

Fonte: Letícia Bernardes, 27 de junho de 2019. Arquivo Pessoal.


         Num sentido tanto figurativo quanto literal, não haveria melhor representação da UFG para mim do que um ônibus de viagem. Entramos na universidade geralmente ainda adolescentes, com uma cabeça pequena, inocente e ignorante, sem sabermos quase nada do mundo além do que está  na nossa rotina, na bolha social em que estamos inseridos. Também entramos acreditando que a formação em nível superior vai nos transformar em grandes profissionais e, assim, teremos aulas conteudistas que nos ensinarão a exercer a profissão escolhida. Claro, isso de fato acontece, mas a UFG certamente não se limita a isso. Ela também nos tira da zona de conforto, da bolha que nos aprisiona, da ignorância de quem acredita que a própria realidade é a única existente e que não há nada de melhor ou pior no mundo. Tal como um ônibus de viagem, a UFG nos leva a lugares de conhecimentos diversos, não só aqueles científicos como também os sociais e humanos; somos transportados a culturas e estilos diferentes pelo simples contato com múltiplas pessoas (variadamente diferentes). A Universidade carrega em si um universo e nos convida a explorá-lo, cabe a nós decidirmos se aceitaremos a carona.

Minha segunda casa

                                            Fonte: Acervo Pessoal de Daniela Nunes Costa, 2019.


Esta foto representa, para mim, um lugar muito especial. A Faculdade de Letras da UFG é não só o espaço onde curso a graduação que sempre almejei mas, também, o local onde passo  ou melhor, passava, antes da pandemia  grande parte de meus dias. São incontáveis horas de estudo, de pesquisa, de aprendizagem, de ensino e de diversas atividades que contribuem para a minha construção enquanto sujeito comprometido com a realidade política e histórica da qual faço parte e para a qual aqui estou.