domingo, 13 de dezembro de 2015

Chto delat?



''Entre os elementos que podem ser examinados em cursos universitários de Teoria da Literatura, está o valor. Os estudantes devem saber distinguir uma boa obra literária de uma obra sem interesse, um autor relevante de um nome sem importância. Devem fazê-lo não aleatoriamente ou por impulso emocional, mas com base em argumentos fundamentados em um conhecimento seguro. 
Nos últimos dez anos, tem ocorrido, em eventos e publicações da área, um debate intenso a respeito da noção de valor. Esse debate indica que o estabelecimento de valor exige determinação de critérios, e não apenas o valor em si, mas também os critérios são passíveis de discussão.''¹ 
¹Trecho retirado do ensaio Cânone e valor estético em uma teoria autoritária da literatura (2004), publicado na Revista de Letras pelo professor Jaime Guinzburg (FFLCH-USP).  

As palavras do professor Guinzburg referem-se a uma discussão bastante atual no campo dos estudos literários. Trata-se do debate sobre a determinação do valor das obras literárias e a entrada de algumas destas no cânone das literaturas regional, nacional ou universal. Nesse debate, alguns teóricos questionam o cânone que se tem hoje enquanto outros pensam que não deve haver sequer uma lista de tal natureza. Com tantas posições divergentes e particularizadas acerca do assunto, torna-se um desafio, ou para o professor de literatura, ou para o leitor comum, selecionar o que ler, porquanto a certeza da tradição não mais existe sem contestação. Diante do cenário apresentado, qual postura teórica você assume? Você crê na necessidade de preservação e leitura dos literatos consagrados? Ou acha que eles devem ser substituídos por outros? Ou pensa ser a leitura um ato totalmente livre?

Um futuro (que parecia) distante

           A ciência e a tecnologia vêm trabalhando juntas para facilitar nossa vida. Mas não pense que me refiro, neste caso, às facilidades de comunicação, de realização de tarefas, entre outras situações. Neste texto eu vou falar um pouco sobre os órgãos bioimpressos, algo que cientistas vêm estudando e que pode mudar a vida de pessoas que estão em filas de espera para transplantes, além de auxiliar pesquisas de medicamentos eficientes para humanos.
           Já ouviu falar de células-tronco? São células indiferenciadas, ou seja, elas não possuem características que as definem como células do coração, do fígado, do estômago ou de qualquer outro órgão, mas podem se diferenciar nessas citadas de acordo com o estímulo que recebem, estímulo esse que pode ser um hormônio, localização no corpo, entre outros. Podem ser encontradas na placenta e no cordão umbilical, e até mesmo em nossos tecidos do corpo, mesmo depois de adultos. A intenção é produzir, a partir delas, as células necessárias para compor um determinado órgão, e com isso a bioimpressora vai construindo camadas com essas células e hidrogéis para imprimir esse órgão. As bioimpressoras são semelhantes ao que conhecemos como impressoras 3D, mas em vez de usarem material plástico para a construção dos órgãos são utilizadas células vivas e hidrogel. 
           Imagina só: imprimir inteiramente um rim, um fígado, e quem sabe até um coração, com as células da própria pessoa? Incrível, não? Pense nos benefícios! Chega de filas com pessoas aguardando por meses, ou anos, por algum órgão que, sabe-se lá, vai ser compatível com o organismo delas? Nosso corpo é único, então não é qualquer coração ou fígado que nosso sistema imunológico vai aceitar. Ah, mas um órgão feito com nossas próprias células? Bem, os riscos de ele recusá-lo são insignificantes.
           Existe outra questão importantíssima: isso vai ajudar a deixar as pesquisas com fármacos mais precisas. Pense assim: existem determinados medicamentos que não funcionam da mesma forma de pessoa para pessoa. Um exemplo disso é o anticoncepcional: para umas mulheres um mesmo anticoncepcional pode ser ideal, para outras pode engordar, além de que pode ou não funcionar para aquelas que possuem ovários policísticos. Agora, se entre pessoas o resultado de determinado medicamento pode ser diferente, imagine se não vai haver discrepância nos testes em camundongos de laboratório ou chimpanzés quando comparado com o que aconteceria no nosso corpo? A bioimpressão ajuda nesse sentido: além de os testes serem mais fiéis por serem realizados em tecidos humanos, podem ser feitos especificamente para uma determinada pessoa, e mais importante: pense em quantos animais estariam livres dos testes? Camundongos, ratos, coelhos, cachorros, macacos. O mesmo vale para produção de cosméticos: sabe aquela maquiagem que você usa? São testadas nos bichinhos para analisar a segurança para que nós possamos usar. Com os órgãos bioimpressos, isso vai mudar!
           E então, também está animado com esse futuro que estamos alcançando? Quem sabe um dia poderemos fazer braços e pernas também, sem serem mecanizados, mas sim com ossos, músculos, tendões e nervos feitos a partir de células da própria pessoa? Quem sabe um dia teremos imenso sucesso em fazer pessoas paraplégicas ou tetraplégicas voltarem a andar de verdade? Assusta um pouco, não é? Até parece algo de ficção científica, mas do jeito que as coisas andam, eu não duvido que chegaremos lá!
            Um bom site para saber mais sobre a bioimpressão de tecidos humanos é este aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O que tive e vivenciei na UFG...

                                                        
Há cinco anos o amor entrou em minha vida! Há cinco anos que eu vivo todos os dias aqui! Há cinco anos não esqueço da primeira vez em que piso nessas terras. A UFG faz parte de minha rotina desde de Fevereiro de 2011, estou até fazendo hora extra por qui, como se diz: "fácil foi entrar, difícil foi sair ". E eu acrescento, mais difícil ainda vai ser aceitar que ano que vem te deixarei, e a partir de Fevereiro de 2016 minha rotina novamente mudará. Esse negócio de acordar cedo, pegar o busão -seja ele  105, 268 ou 263 - não existirá mais como rotina na minha vida. Não vou precisar sair correndo atrás do ônibus, para não chegar atrasado na aula, não terei que pedir uns trocados para minha mãe para pedir "xerox"e  não existirão mais tardes estressantes  para  me retirar com amigos e ver o por do sol. Percebo isso como um processo de amadurecimento, uma nova etapa alcançada em minha vida. Obrigado a todos que me ajudaram em meu desenvolvimento como pessoa, a todas as pessoas que conheci direta ou indiretamente, seja na fila do R.U, no ponto de ônibus, na mesa da velha e conhecida pamonharia, nos centros de aulas, nas bocas beijadas seja elas amadas e "desamadas", e por fim,  em  outros os espaços ocupados dentro da  UFG, foi muito bom te conhecer.

Amizade!!

Quando a professora pediu pra escolher a foto de algum espaço da faculdade, eu não pude escolher apenas um... cada cantinho representa algo pra mim...Pq estudar na UFG é a realização de um sonho!! Sonho esse que de tanto algumas pessoas criticarem, eu mesma muitas vezes não acreditei que iria acontecer... A minha vida teve que dar um volta de 360º para eu poder estar onde estou hoje... Estudando na UFG!! Contudo, mais que qualquer prédio, espaço, biblioteca, o que levarei sempre no meu coração, serão as pessoas!! As amizades feitas nesses anos... por isso essa foto... pra representar a importância daquelas que alegram todos os dias as minhas manhãs...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Conhecimento

Nunca imaginei que fosse fazer letras. Sempre tive uma paixão pela área e acho que, como grande parte dos alunos do curso, fui movido pela tolice de achar que o curso tratava-se do "bem escrever e bem falar". Tentei de todas as formas me desviar desse caminho, tentei outros cursos, mas tudo me guiava pra letras. 
É uma difícil rotina, o curso em si não é fácil - já dizia minha ex professora: fácil entrar na letras, difícil sair formado - mas é uma área que a cada dia que passa me surpreende cada vez mais. Pegar ônibus todo dia cedo, fazer trabalhos, aulas e tudo mais é cansativo, mas cada dia que passa é gratificante ver minha evolução pessoal e saber que estou só no começo de uma longa estrada chamada conhecimento.

Fora de casa, em casa.

   


       Jamais me imaginei fazendo Letras, e quando  descobri que havia passado, fiquei extremamente feliz, entretanto o medo do desconhecido também.Venho de uma faculdade particular, e achei a federal um outro mundo, repleto de liberdade. E contrariando minhas expectativas de estranhamento, a Faculdade de Letras me recebeu de forma tão receptiva que me  sinto em casa, aqueles poofs, aquele cheiro de livro guardado ah..... por isso o motivo dessa foto que mostra a  Faculdade de Letras.

domingo, 6 de dezembro de 2015

O surgimento de um ritual


Minha irmã, que acabara de ingressar na UFG, no curso de medicina veterinária, resolveu, um dia, me levar ao campus samambaia para que eu o conhecesse. Eu, criança, com uns 10 ou 11 anos de idade, senti, pela primeira vez, a vontade e a obrigação, quase que moral, de estudar na UFG quando crescesse. Anos depois, ao encontrar meu nome na lista de aprovados, não sabia muito bem o que encontraria por lá, tanto pela perspectiva do espaço físico como pela perspectiva educacional, a única coisa que sabia é que eu, com aquele sonho de criança a seguir os passos da irmã mais velha, havia cumprido meu dever - claro que depois vieram muitos outros. Foi, então, em 2013 que conheci o Núcleo Takinahakỹ, ou, simplesmente, a "oca". Desde então, este tem sido o meu lugar favorito do campus, pois é o lugar onde posso ter o contato com diferentes povos, diferentes culturas, diferentes línguas e é o lugar onde posso dar e receber diversos tipos conhecimentos, sempre baseados na igualdade e no respeito, é um lugar de "interculturalidade". 
Resolvi tornar o passeio que fiz com a minha irmã em um tipo de "ritual". Hoje, sempre que posso, quem faz o passeio sou eu, ora com irmãos, ora com primos, mas sempre com o objetivo de despertar, assim como me foi despertado, a vontade de estudar em uma universidade federal.

O Verde da UFG.


          A UFG, por muitas razões, me encanta, mas a razão que mais se destaca, se tratando do Câmpus samambaia,  é a vasta paisagem de árvores. Quando eu estava vestibulando, tinha a certeza de querer ser professora, porém, ainda tinha minhas dúvidas sobre em qual curso de licenciatura me aventurar. As escolhas eram entre Letras - Português, Biologia ou Pedagogia. Por ser o que menos se relacionava entre as três possibilidades, descartei o curso de Biologia, todavia, ainda me restava decidir entre Português e Pedagogia. Como um ato desvairado de adolescente, permiti-me escolher o curso que ficava no Câmpus samambaia (Letras - português) por lá haver mais árvores, hoje, não me arrependo da escolha feita de curso, como, também, não me arrependo do critério final dessa escolha, rs.  Quando estou cansada, todas aquelas árvores me dão a sensação de renovação.
Entrada próxima do curso de Veterinária e Agronomia.
Árvore nas costas, ao lado direito, da Faculdade de Letras.

Outra das entradas da UFG.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

"O Caminho do Meio"

Lembro quando ainda era menina que sempre tive o sonho de estudar em uma universidade federal. Já se foram alguns anos desde que terminei o ensino médio, e eis que hoje me encontro aqui. Sorte?! Destino?! Esforço?! Na verdade neste momento não me interessa rotular, interessa não desperdiçar, aproveitar cada momento e cada oportunidade. Já segui por muitos caminhos por esta vida, mas foi aqui que me encontrei e faço dos meus sonhos realidade. 


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ligados pela Universidade

Me lembrarei da UFG daqui a 50 anos só olhando para esta foto, me recordarei desta passarela que liga várias faculdades, formando a Universidade que não só liga as faculdades como liga também nossas caminhadas para Centro de Eventos, RU, biblioteca. Lembrai também que em cima destas passarelas ouvimos os ruídos dos macacos que nos param no meio para nos roubar, me lembrarei da UFG como um lugar em que houve risadas, tristezas, dificuldades mas principalmente de um lugar onde fui trilhando meu futuro .



                                                 

Como a UFG me encontrou

Começo improvável
No momento em que vi o campus samambaia pela primeira vez, eu não estava em busca da UFG, ao contrário do que ocorre com muitos que vêm aqui ''virgens'' desta paisagem. Tratava-se de uma mudança de endereço e eu ainda era muito menino (tinha uns 4 ou 5 anos de idade). Lembro-me de que a imagem do setor, à época nada familiar para mim, que mais me impressionou foi a dessa árvore, que simboliza muito bem as características da vegetação do cerrado. Quis saber, quando a vi, a quem pertencia a terra em que ela estava fixada. Alguém (não recordo quem) me disse que a posse do terreno pertencia ao governo federal, haja vista que ali estava a ''sede'' da universidade federal. Foi então que esse alguém também me disse que, algum dia, eu seria aluno da universidade, que meu futuro estava ali. Com este relato, quero falar que a universidade sempre me pareceu uma janela para um grande futuro. E tal janela passou a fazer parte do meu horizonte no dia em que vi a árvore acima mostrada.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015



Sim, está é a rua e local mais significativo na Universidade Federal de Goiás. É por este caminho que eu passo todos os dias, onde observo o início de mais um dia, e também, admiro o pôr-do-sol. É a rua mais linda da UFG. É onde encontro minha paz, sossego... É a rua "batizada" como Ana Flávia!! Sim,quem me conhece sabe...   

Bom diaaaaaa, UFG!!!

Meu início na UFG

Creche da UFG

          Este é o local na imagem acima é onde comecei, há 18 anos, a frequentar a UFG. Sim, desde os 4 anos estou nesta universidade. Eu ficava na creche enquanto minha mãe, que dá aula na Faculdade de Letras, estava trabalhando. Diverti-me bastante, e a lembrança mais forte que tenho dessa época é de quando brincava de escorregar com um papelão na inclinação da grama.
          Às vezes digo que estou cansada da UFG, mas sempre acabo voltando: quando saí da creche, fiz o pré-escolar em outras escolas, mas fui sorteada para estudar no ensino fundamental no CEPAE (Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação), o colégio da universidade. Quando terminei o nono ano do ensino fundamental, fui para outra escola fazer o ensino médio, e voltei pra UFG para fazer faculdade. Formei em Biotecnologia. E então? Sim, cá estou eu, novamente, desta vez estudando Engenharia de Software, e com pretensões de bandear para o lado das Artes Cênicas. Realmente, é difícil deixar essa universidade, principalmente quando ela é, praticamente, sua segunda casa desde os 4 anos de idade.

Pátio da Letras - Materialização de amor

Entrada para o pátio da FL

A faculdade de Letras na UFG é o meu exemplo de materialização de amor. Ingressar no curso de Letras tornou-se o início de uma realização profissional mas muito mais pessoal. O caminho que faço todos os dias para entrar no prédio/pátio da faculdade, é a confirmação da escolha que fiz para a vida. Além de ser uma entrada linda e que traz uma característica marcante do Campus II: árvores, flores, muito verde, por onde se olhe.









Pátio da FL
O pátio da FL vai ser por anos lembrado como o lugar onde fiz amigos, esperei aulas começarem, estudei e li inúmeros livros. Além de rememorar a amizade e a tão sonhada literatura, me traz uma sensação acolhedora de estar no meu lugar. Com o passar dos anos, lembrar da universidade será lembrar imediatamente do pátio da Letras, dos amigos, do jardim e as flores que estão sempre ali, mesmo que tímidas em certas épocas do ano, das esculturas, dos bancos de praça e uma fase marcante da minha vida.










Felicidade!Chegar até aqui foi uma conquista, alguns meses de muito estudo, mas o que viria pela frente seria muito mais estudo dia após dia :),  agora aguardo o momento mais esperado de todos, que é a colação de grau.  Um lugar que  é marcado pelo choro de alegria e ao mesmo tempo de desespero, Seja ele no inicio ou no fim do curso marca o ingresso na UFG.




A liberdade em uma sigla: UFG.

UFG: o lugar em que você respira ar puro e conhecimento.


Quando pensamos em qualquer instituição de ensino superior público lembramos sempre em um lugar de liberdade de expressão, livre acesso a cultura e também a variados conhecimentos. A Universidade Federal de Goiás sendo uma instituição de ensino superior público não seria uma exceção a esse pensamento. Sempre quando chegamos ao Campus Samambaia nos deparamos com uma natureza exuberante, com muito verde e  muitas flores (principalmente na primavera) e também com vários grafites que expressam a opinião e a ideologia dos diversos grupos aqui presentes. Por isso, sempre que olhamos algum grafite em qualquer lugar que seja, até mesmo frases soltas escritas nos muros da cidade nos lembramos do Samambaia. No entanto o que mais nos faz identificar algo como sendo parecido com o Campus são os belos pastos e belos jardins que nos fazem sentir a mesma paz que sentimos todas as manhãs quando temos a oportunidade de entrar nesse lugar ímpar. E perante isso, daqui a 50 anos quando entrarmos em algum jardim ou vermos alguma arte urbana a única imagem que virá a nossas memórias será a UFG. 


   
Não seja apenas corpo
  Sempre que passo por esse lugar (ao lado do caixa do RU) me perco nessa imagem, que representa para mim toda a diversidade existente na UFG, afinal que graça teria esse lugar sem toda essa diversidade.
  Esvazie a mente e deixe o lápis da imaginação expressar seus desejos, fazendo com o que os seus olhos enxerguem o mundo de uma forma onde sejamos um todo, todo igual partilhando nossas diferenças. Não prive sua mente, nem se aliene a uma única ideia,  se abra para o mundo, que o mundo irá se manifestar de uma forma inovadora para você. Não seja apenas corpo, expresse sua alma e faça de qualquer lugar, um bom lugar.

Louranne Neri - Engenharia de Alimentos

Susto nosso de cada dia!



Susto nosso de cada dia!
Nunca me acostumei com esses amiguinhos que vem todos os dias para me assustar, ou roubar meu pão de queijo, todo dia um grito as vezes mais alto, as vezes mental mas sempre me assusto com eles, famintos na nossa direção, sei que são inofensivos sei que só querem nosso lanche, mas quase sempre pela manha pensando nos afazeres do dia, tomando um café quente para tentar acordar e ficar mais atento eles vem, aparecem do nada na sua frente ai as meninas gritam, os meninos fingem que não ligam mas saem de perto, e eles ficam lá, enquanto a comida não é escondida e guardada para ser comida depois, fria, eles não saem da nossa frente, e procuram outra "vitima", rs.
Macacos - UFG
Reclamo sempre, mas como aluna do 8° período, vou sentir falta dos amiguinhos, falta dos sustos, falta dos lanches perdidos, falta de viver essa realidade que por um curto espaço de tempo pensei que fosse ser pra sempre assim.














Raíssa Alves Rodrigues - Agronomia UFG

terça-feira, 7 de abril de 2015

Pátio (das Letras): ponto de conexão.


Neste banco vários minutos têm passado da minha curta vida na UFG. Ponto de conexão com familiares, amigos, colegas... que, ao morar longe das tecnologias (rádio, TV, computador), das redes sociais, etc. esta pequena área me deixa mais próximo dos meus seres queridos. Este pátio é o espaço da faculdade que eu “utilizo” para me comunicar com as pessoas que sinto falta. Por sua vez, a natureza que invade o meu redor, se faz presente todos os dias desde que cheguei. Um exemplo concreto é um colorido visitante da casa na qual eu moro, é esse belo pássaro que pousa nas árvores todas as manhãs de sol, a Juruva, pássaro que pelas cores que inundam suas penas –verde, amarelo e azul- é um fiel reflexo deste país que adoro.

Acesso ao conhecimento, discussões e permanência.


Existem algumas coisas que guardam tão perfeitamente memórias, significados, lembranças. Basta olharmos que já nos recordamos de acontecimentos, situações boas, ruins, ou até mesmo os dois.
As minhas fotos retratam uma realidade de todos os alunos, a “xerox”. Tirar cópias de textos, partes de livros, etc., está tão presente e vinculado ao curso por isso onde quer que eu esteja se eu encontrar uma copiadora logo me lembro dos meus estudos. Como a maior parte dos estudantes universitários são de classe baixa e média, não temos condições financeiras para comprar livros, até porque usamos muitos livros. O meu curso, em especial, é muito teórico, requer muitas leituras. Alguns livros não estão na biblioteca, e quando tem são poucos exemplares para várias turmas. Então a presença da copiadora, as partes separadas pelos professores em suas respectivas pastas nos possibilita o acesso ao material teórico, ao conhecimento socialmente e academicamente construído, que me ajuda a construir o conhecimento ao longo da minha graduação.
 
Outro objeto que me lembra a UFG é o crachá, com ele eu locava livros, e agora com ele eu tenho a bolsa alimentação, ou seja, eu almoço ou janto no RU (Restaurante Universitário) sem pagar nada. Isto é essencial para que seja possível eu pegar aulas a tarde e noite, porque não tenho dinheiro para pagar lanche e restaurantes todos os dias, é impossível.
 
Enfim, a possibilidade das cópias e a bolsa alimentação, entre outras, representada pelo crachá, são lembranças muito fortes em mim que retratam muito de perto minha realidade acadêmica na UFG.
Essas imagens te trazem lembranças também?
As copiadoras também te ajudaram nos estudos?
O crachá também é seu parceiro?
Comente suas lembranças! Até logo!